domingo, dezembro 31, 2006

"Quando o segundo sol chegar
para realinhar as órbitas dos planetas"
que planeta escolher....?
hum...?
batalhas alienígenas... fazendo os homens se debaterem em
cinzas.
Isso é um ano novo!
2007

sábado, dezembro 16, 2006

uma menininha chamada Tainá que se chama Neila!!!! Engraçado.... por que apelidos são pequenos e não nomes novos? neologismos
ei.........................

que boni

não sei se ria nem sei se chorava, mas Ele é cinza como o próprio nome. como o próprio homem desce o alto nível oscilando em ventanias duras as notas toadas antes... em teclas brancas que mancharam e em pretas que desbotaram: cinzas é tudo o que vê o homem solitário!!!! cinzas das flores do outro quadro e da poluição sonora que nem agüento escutar nem sei se rio ou choro... uma lágrima morna... que reta no meio termo. empate de cores, de emoção . chora, ri..........
como o maestro que toca a dor da música
e logo após senta-se e encosta a cabeça nas notas.
que uma fogueira espalhara no salão.
quase tudo misturado...
preto e branco aos pés do pianista que é cinza.
um cubo chamado Juan Gris A obra em pedaços
me refaz o momento exato.
mimeticamente de nós!!!
Adriana Calcanhoto- Esquadros
eu ando pelo mundo prestando atenção
em cores que eu não sei o nome
cores de almodóvar
cores de frida kahlo, cores
passeio pelo escuro
eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
e como uma segunda pele, um calo, uma casca,uma cápsula protetora
eu quero chegar antes
pra sinalizar o estar de cada coisa
filtrar seus grau
seu ando pelo mundo divertindo gente
chorando ao telefone
e vendo doer a fome nos meninos que têm fome
eu ando pelo mundo
e os automóveis correm para quê?
as crianças correm para onde?
transito entre dois lados de um lado
eu gosto de opostosexponho o meu modo, me mostro
eu canto pra quem?
eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
minha alegria, meu cansaço?
meu amor cadê você?
eu acordei
não tem ninguém ao lado
pela janela do quarto
pela janela do carro
pela tela, pela janela(quem é ela, quem é ela?)e
u vejo tudo enquadrado
remoto controle

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Oito deitado feito infinito!!!!!!!!!!!!!!
e o eterno......?
midy?
e o sem fim?
Incerto.....
A incerteza é um oito que dorme....
Ansioso ...
Nossa! foi apenas uma interjeição!!!!
O incerto de cores variadas mais certo que já conheci.
verdade....
Incerto...
cheio de nós como o cordão que me prende ao precipício!!!!

sábado, dezembro 09, 2006

Mikolaj Kopernik
Diga-me gentil Senhor, algo sobre o tempo...
quando terei o conhecimento de ti, negado a continuar....
me conta mais mentiras.. premissas... algo em que todos acreditem... pra eu desacreditar...
e antifonicamente desacreitar...
Diga-me gentil Senhor... quem é o centro?
não.
jamais responda a essa pergunta como respondestes antes...
Mate-me agora pra que eu possa transitar entre linhas...
talvez descubra sozinha...
coisas sobre o sistema solar...
e o lunar?
tanta gente teria uma visão diferente da tua...
se ao menos tivesse visto...
O ângulo de noventa graus...
realmente, diga-nos... quem é o centro do universo...
me contrarie pela manhã
logo que o sol nascer....

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Skrik, do norueguês Edvard Munch(1983)
expressar andróginos?
a angústia....
Oh?
Nossa?
Não? Que? Ah? interjeições na doca de oslofjord....
do Lat. interjectione. Acrescente algo mais de dor à angústia de quem nem sente.......

terça-feira, dezembro 05, 2006

percepção percepção percepção percepção percepçãopercepçãopercepçãopercepçãopercepçãopercepçãopercepção percepçãopercepção percepção percepção percepçãopercepção percepção percepçãopercepção percepção percepçãopercepção percepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepçãopercepção percepção
percepção
Eu nem sei como o mundo gira,
mas sei que ele se chama meu!
Eu viajo entre rua estreitas recheadas de chocos sorrisos que murcharão um dia e eu?
me arrebato ao prazer da contemplação e me deixo refletir em variações mundanas...
É que num momento estou assim... e tu estás lá...
Impulso, faz tudo girar!
eu sou a bola, a mais gorda do sistema solar.
Eu sou o sol
pretencioso?
não. apenas escondendo e omitindo a parte da história.
é que existem outras bolas...
o Meu fora comprado e misturado.
o Eu revertido em água e em riso, logo após o amor.
o Eu que foge e não sabe onde vai parar, mas translada e rotaciona...
numa rota quase sempre igual...
e egoísta...
O Meu é grande e não sabe onde vai parar, mas é um mundo....

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Minhas coisas menos importantes....
Eu devia me importar mais com meus pensamentos e fazer ter mais velocidade e agilidade minha voz...
Eu devia me importar com coisinhas pequenas como:
Agir no agora!!!!e abraçar forte as mãos pra não sentir saudades...
Acorrentar dedos nos dedos....
Segurar o livro com a mais terna força...
E ter no âmago a beleza...
de uma singela folha...
Pois de nenhuma outra cor pintarei meu sangue....
Apenas colorido será....
E eternamente...
como a cor do sol,
do vidro...
da bandeira...
do grito..
do arco..
da íris.
talvez...
colorido apenas!!!!

DESEJO

Nem em pensamento sentiria saudade...
Apertar suas mão como se fossem minhas....
Apertar como se fosse um abraço....
prender dedos nos dedos como se fosse correntes...
acorrentados até o alto de vontade-desejo.
Perdida nos espaços e nos nós que fazem a junção.
Correntes de suor
Eu pensei:
Hummmmmmmmmmmm !!!! chocoolate!!!!!!
Eu desço por ele após ter subido.... -vê? minhas roupas estão achocolatadas e da mesma cor, meu sonho... Eu quero um batismo branco como a luz do final.... O que é o escuro?
o silêncio que atordoa está em mim...
irônica a situação...
midika e mandika
num silênicio de lágrimas.
num silêncio de dias...
num silêncio de queda que jamais se arriscaria a se jogar sem ter a certeza de que cairia ou subiria ....
num silêncio....
no vácuo...

domingo, outubro 22, 2006

Hoje A Noite Não Tem Luar Legião Urbana
Composição: Menudo
Ela passou do meu lado
Oi, amor - eu lhe falei
Você está tão sozinha
Ela então sorriu pra mim
Foi assim que a conheci
Naquele dia junto ao mar
As ondas vinham beijar a praia
O sol brilhava de tanta emoção
Um rosto lindo como o verão
E um beijo aconteceu
Nos encontramos à noite
Passeamos por aí
E num lugar escondido
Outro beijo lhe pedi
Lua de prata no céu
O brilho das estrelas no chão
Tenho certeza que não sonhava
A noite linda continuava
E a voz tão doce que me falava
O mundo pertence a nós
E hoje a noite não tem luar
E eu estou sem elaJá não sei onde procurar
Não sei onde ela está
Hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ela
Já não sei onde procurar
Onde está meu amor?

acreditar a partir de ...

Tá tudo invertido....
a terra cobre o céu...
quisera eu não ter morrido e ao menos escreveria no papel que toda água são lágrimas dos peixes, que lamentam por terem visto que o menino esqueceu de que era visto...
tá tudo invertido....
eu nem consigo gritar, pois o silêncio é meu grito e o sorriso de secar... lágrimas...
tá tudo invertido...
vê as duas caras....
vê na mesma moeda...
vê a sentença que não dá pra equacionar...
sempre esteve assim e ninguém percebeu....
A terra cobre o céu, pensei até em escrever ...
um falou, todos acreditaram e premissas é o que temos...
tá tudo invertido e até mudaram as estações...
estou curiosa...
Sobre o que escreverei agora? Alguma coisa aconteceu...
papel?
Um sorriso.... O que significa ter certeza e não acreditar.... O que eu poderia dizer? Apenas ter um sonho? Então pra que tanta reticência? Pra que tanta indagação? Pra que tanto riso ao estremo tão Vieiriano....
"o riso de Demócrito". Talvez se eu não tivesse as mãos não ousaria....
e penso que nem ouso...
nem ouso.... Ganhar a vida e perdê-la ou se deixar levar....
numa ilusão! utopia teria letras minúsculas e seria adjetivação, nem traduziria a pergunta, nem parafraseria as respostas.
Eu nem encontrei as respostas....
de algumas sim....
agora quando não se quer se tem que ir.... Obrigações.... Agora que decido viver, Zéfiro inspira meu ar: agora é tarde!!!! e em risos me envolvo no vento. Tento, acreditar, mas são sonhos que tenho acordada. E eu nem tenho respostas, as que procurei....
E nem tive respostas !!!! às perguntas, mentiras, desvios que não ousaria lembrar.... Ao medo, desafio que fio por fio leva toda a penca que antes cobria-me o couro cabeludo... Uma conversa gélida e no âmago o pedido para retroceder... ou adiantar... Heráclito, a vida e a morte é uma só... agora quando não se quer se tem que ir.... Obrigações.... Agora que decido viver, Zéfiro inspira meu ar: agora é tarde!!!! e em risos me envolvo no vento. Tento, acreditar, mas são sonhos que tenho acordada. E eu nem tenho respostas, as que procurei.... E nem tive respostas !!!! às perguntas, mentiras, desvios que não ousaria lembrar.... Ao medo, desafio que fio por fio leva toda a penca que antes cobria-me o couro cabeludo...
Uma conversa gélida e no âmago o pedido para retroceder... ou adiantar... Heráclito, a vida e a morte é uma só...
O céu em cima, a terra embaixo, ein Amanda!!!rsrsrs (troças de nossas leituras)
Um dia vou pra qualquer lugar...
curtir qualquer coisa, ser estereotipada, perceber os opostos, entre sorrir ou chorar e ser antifônica...
Eu quero ser apenas eu com a minha morte e minha inútil existência e ser tão egoísta com meus projetos...
fazer música desenhando interiores....
midy Dialético Antifônico

domingo, outubro 15, 2006

Em todos os lugares que comi a carne de deus, ela tinha gosto de pão....
Em diferentes lugares provei do sangue.... vinho, água, vinagre.....
o que mais falta simbolizar?
Minha visão?
Minha audição?
Meu paladar?
Meu olfato?
Eu pego em quase tudo...... e faço Metáforas de mim.....
Minha carne e meu sangue comoposso simbolizar?

terça-feira, setembro 19, 2006

"É evidente, portanto,
que o ciúme não é uma paixão que provém da natureza:
é a educação,
é o preconceito do pais que a faz nascer.
Em paris,
desde a infãncia,
uma menina lê,
ouve falar que é humilhante tolerar uma infidelidade de seu amante.
Assegura-se a um jovem que uma amante ou mulher infiéis ferem o amor-próprio, desonram o amante ou o marido. Desses princípios,
por assim dizer ,
sugados com o leite,
nasce o ciúme,
esse monstro que atormenta os humanos inultimente,
por um mal que não tem nada de real." Tereza filósofa, autor anônimo do século XVIII É evidente que o ciúme dilacera.....

segunda-feira, setembro 18, 2006

FUGA

o que fazemos aqui?
de repente me encontro no filme que rola e rola...
e a cada momento me coloca sobreposta em outas cenas...
O que faço aqui? tudo que me toca dói,
tudo o que me agita a pensar sempre me leva a mensagens existenciais e o que é a minha existência? e sou? -sou peixe....
e tenho que fazer muito aqui nesse mar e os peixes ao meu redor....?
se acham que não o são.
- tudo era tão coincidente que parecia que eu lia os mais escondidos pensamentos de mim.
e tudo parece tão confuso que encontrar comigo outro dia....
talvez sim!
palavras melecadas.... o pintor revista a tela em seu avesso e encontra um peixe fugindo do mar....!!!! fugindo do mar!
E o pintor revista a tela, procurando ametade do avesso...
que mostra o peixe figindo da água!!!!!

sexta-feira, agosto 18, 2006

desclassificação de gênero

Quem ficaria desabafando lamentos e sonhos ao relento?
Quem perderia seu tempo escrevendo algo sobre si ou sobre algo....
principalmente se não existisse contatos adicionados....
Seria Eu Só ...
Eu sou o algo que não sabe se ontologar...
o cachorro parou bem na estrada e verificou que cheiro o outro tinha, ele marcou o território, mas ele era fedido!
ele parou à porta, mas era inaldito. ele desconversou como carteiro ( o quê? um carteiro?)
pegou as cartas ....
"rasgue as cartas e não me procure mais"
fala do carteiro, da secretária., da menina comportada, do homem no cassino, do menino pra namorada, da mulher no barzinho, da cozinheira viciada, da AdrianaCalcanhoto:
-jogue aquelas cartas....

lados

Escrevo coisas das mais diversas:
entre contradições e incertas deslisantes amaciadas pelo âmago contrastante de ser eu...
"O que baila é uma armadilha e você sabia e você caiu."
triste do pássaro que não voa mais e humildemente perde a vida,
perdera por tempo longo o sentido de tudo
daquilo que chamava senso comum.
Se arrepende? Tudo treme,
o pensamento se desfaz igual a farinha jogada ao vento,
pensamento suavemente peneirado .
Temos tempo de juntar....
Ria,
enquanto Nêmesis procura seus meios e ela nem me deixou ajudar...
apenas disse:
-descansa! Eu,
eu descanso e sorrio ao vento por ter brincado...
sorrio ao vento...
e o vento leva (inconscientemente) meu riso perdido e incompreendido que e vai e volta. Olho e tento olhar ...
olhar o lado oposto...
pra não me encontar....

"Ela não se surpreendeu: tinha a mais absoluta certeza..."

Oh Hakim!

Ouve as lamentações,

escuta-as depressa.

Oh Allah!

Porque eis que o véu fôra despido e as cortinas do templo estão rasgadas...

Oh Hakim!

Que jeito darei à tamanha angustiosa descoberta que penetra e fixa suas garras no ventre fazendo estourar a respiração.

Oh Ardil!

Que agora fazer?

Correr para a karvansara?

Então, como chegar lá?

Oh abóbadas de templos suntuosos...

Sou apenas dervixe... nessa casa,

nessa estrada e dervixe em grau superior o que está dentro de mim.

Vai Nêmeses.

Com que armas lutarás?

Entregara-se á Morfheus?

Entregar-se-á ao Harém ou ao Manto Amarelo?

Se ao primeiro,

descansa e se deixa entregar,

ao segundo pergunta-te antes vezes mil multiplicada,

ao terceiro veste teu Manto Verde e segue.

Ah Mullah

ditai o Ardil, mas dita logo.

Entregue ao Iblis,

Lúcifer ou Allah,

mas entrega...

Quem irá como Helena?

Esta também fora entregue por ti?

O silêncio de Jinn permanece,

nobre gênio.

Nobre e Dervixe Afrodite de véu...

Eis Laila,

talvez não a de Majnum que em sentido breve intercede:

-dita logo Cádi, dita logo....

Ditai e brevemente a sentença,

seja ela metida nisto que apenas sobra e mistifica.

Talvez seja majnum.....

segunda-feira, agosto 14, 2006

oh alteridades

EU
de tanto querer ser Eu.... Não sei contar meus prantos,
não sei contar meus sonhos e tudo o mais quanto falo já não são meus ... já não sou mais eu.... então escrevo ... escrevo o que nem sinto.... escrevo tudo que nem pra mim contaria.... escrevo ...
E escrevendo me distancio de mim de tal forma que consigo escutar vozes ao meu redor.... vozes dentro de mim que não são minhas....
vozes que pedem futuro....
E de vez em quando já não escrevo,
nem preciso,
a voz já me escuta diretamente e eu nem preciso pensar porque a voz já pensa por nós. A voz agora toma decisões por nós...
A voz toma as decisões e pede pra jogar.... como jogar, se só existe um... então como para dar as cartas:
De repente somos tão distantes De repente somos tão diferentes,
Como se uma frase tomasse toda medida cabível ou não no momento, a menina diz à voz: -Você não tem influências sobre mim!
EU EU E ALTERIDADES ALTERIDADES ....
Como é se sentir distante de tudo....
como é saber que o pior ainda vai chegar....
como saber que rumo tomar....
sempre indagações tão banais.....
O hoje ,
que será sempre
marcado de inconstruções e desconstruções,
marcado por soluços
e desesperos sem acalma,
se contenta e ignora os motivos.
recalcado está todo o passado,
agora tenho que preencher todo o vazio com o conhecimento que fora perdido e tentar paralelo a isso aprender o novo ( que nem consegue distingüir o velho do novo ambos esquecidos: todos são novos).
Não garanta humanidade do ser mais humano que encontrou na terra?
Não se veja como a impureza mais maculada,
não se veja como a pintura marcada em ouro queimado.
Antigo... O pintor nunca olha o verso de seu trabalho?
Depois de pronto parece apenas querer esquecer.
Quem consegue tal ato com tanta facilidade?
EU
EU
jamais consegui odiar por alguns minutos,
nem que fosse sor por odiar.
Quem foram os imbecís que puseram isso em mim....
Eu
como se dotado de paciência,
escreveria páginas mil,
escreveria e rasgaria pois não teriam valor,
nada tem valor....
e mesmo que fosse prodigioso: por que não temos três "S". por que?
sim e não.
Por que pra mim sempre fica a dúvida....?
Eu sou a Dúvida constante e ambulante da estrada a fora.
Estrada
EU,
sorrisso mEU,
águas MINhas,
defeitos, coragem e desqualidaes mais que posso ter. Minha única qualidade: Egoísmo. talvez minha meta:
a qualidade de não ter qualidades e por enquanto EGOiísta
MIDY
(ESTÉTICA DO SORRISO)

sexta-feira, agosto 04, 2006

Filho

"filho"
hoje soou nostálgico... soou não e sim...
não na morte até que se queira dá-la,
não na vida até que se tenha fim.
- decidir!

Gotas

Cada gota do mar na mão era uma lembrança. Gotas maiores enchiam, menores custavam . Evaporam, Eva poraram naquilo que se tornou "normal".

quarta-feira, agosto 02, 2006

Orelha queijo

Tem certos momentos que o joguinho básico, retórico, não tem graça e isso quer dizer "certos momentos" que podem não ser exatamente o oposto desse: Quem nunca pediu pra furar a orelha? Eu pedi e paguei por isso (ô seres masoquistas!!!!!) e o pivetão que furou quis fazer os outros furos de graça... - Minha orelha não, realmente não será queijo... o pior é que eu permitir que ele furasse a outra, não, não.!!!!
já tem um tempinho que decidi furar
e agora como estou faltando a tudo o que é responsabilidade( trabalho, faculdade) tenho três dias pra cuidar de mim... Puxa! todo o meu pansamento lembra o "rato" realmente não permitirei que minha orelha se transforme mais num queijo... ou apenas não se tranforme. rsrsrsrs

terça-feira, abril 04, 2006

Eis a carta suicida

Alguém atenderá um telefonema

e com voz fúnebre me lembrará a Metáfora...

Já não estou aqui,

o telefone chamará e será escutada uma voz estranha,

incerta,

insegura de ser ou não voz:

uma palavra,

um pedido,

gemido,

uns rumores,

fonemas que se distanciam e nem mais se escutam.

O que se procura?

O corpo...?

Como podem perguntar por isso,

deviam perguntar por alma,

espírito,

ou como queiram,

vida.

O corpo nem sentiu quando se enroscou em braços,

pernas arames farpados e tudo jorrou como fonte descontrolada.

O corpo flutuou e se pôde ver de longe o envolvimento se dissolver em prazer esgotando de tanto (tanto quase) viver.

A voz fúnebre reminiscenciará idéias de outra existência e mesmo assim explodirá em risos,

congratulações esperançosas que ninguém se faz ouvir.

No meio da voz os gritos não irão ouvir e tudo será em vão.

Perguntas,

desejos,

pensamentos,

tudo vão e ela não estará lá pra preencher,

Pedirá silêncio mesmo não escutando a voz,

o grito e se contorcerá reconhecendo que está a sós com o medo.

Olhos inchados...

Olhos inchados...

Em breve serei cega.

Não verei meu céu no meu mar...

Envelhecerei

e notarei apenas ao tato a cor dos fios que caem em cachos

e sentirei o odor da velhice escutando o escurecer de uma canção.

Farei o mesmo com a visão:

Inchar-me-ei meus olhos...

começarei por não enxergar o que quero ver.

Inconstâncias Contrastantes

Sentada escutava,

via,

beijava,

sentia

os pingos da chuva do mar .

Alguém disse: o vento! Constante aparência.

Tudo se movia, minhas células...

minhas ...sentada movia...

Movia e esperava que o mar não tocasse, mas chovia em conseqüência de choque, depois do branco, negro.

Deslustra e não vem,

se aproxima aos poucos,

Se importa que eu esteja sentada e monótona.

Chuva no mar.

Avança e insiste.

lentamente e gradualmente se aproxima com ameaças sutis.

por que não desiste? O mar...

se aproxima...