domingo, dezembro 31, 2006
sábado, dezembro 16, 2006
quarta-feira, dezembro 13, 2006
sábado, dezembro 09, 2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Minhas coisas menos importantes....DESEJO
domingo, outubro 22, 2006
acreditar a partir de ...
domingo, outubro 15, 2006
terça-feira, setembro 19, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
FUGA
sexta-feira, agosto 18, 2006
desclassificação de gênero
lados
"Ela não se surpreendeu: tinha a mais absoluta certeza..."
Oh Hakim!
Ouve as lamentações,
escuta-as depressa.
Oh Allah!
Porque eis que o véu fôra despido e as cortinas do templo estão rasgadas...
Oh Hakim!
Que jeito darei à tamanha angustiosa descoberta que penetra e fixa suas garras no ventre fazendo estourar a respiração.
Oh Ardil!
Que agora fazer?
Correr para a karvansara?
Então, como chegar lá?
Oh abóbadas de templos suntuosos...
Sou apenas dervixe... nessa casa,
nessa estrada e dervixe em grau superior o que está dentro de mim.
Vai Nêmeses.
Com que armas lutarás?
Entregara-se á Morfheus?
Entregar-se-á ao Harém ou ao Manto Amarelo?
Se ao primeiro,
descansa e se deixa entregar,
ao segundo pergunta-te antes vezes mil multiplicada,
ao terceiro veste teu Manto Verde e segue.
Ah Mullah
ditai o Ardil, mas dita logo.
Entregue ao Iblis,
Lúcifer ou Allah,
mas entrega...
Quem irá como Helena?
Esta também fora entregue por ti?
O silêncio de Jinn permanece,
nobre gênio.
Nobre e Dervixe Afrodite de véu...
Eis Laila,
talvez não a de Majnum que em sentido breve intercede:
-dita logo Cádi, dita logo....
Ditai e brevemente a sentença,
seja ela metida nisto que apenas sobra e mistifica.
Talvez seja majnum.....
segunda-feira, agosto 14, 2006
oh alteridades
sexta-feira, agosto 04, 2006
quarta-feira, agosto 02, 2006
Orelha queijo
terça-feira, abril 04, 2006
Eis a carta suicida
Alguém atenderá um telefonema e com voz fúnebre me lembrará a Metáfora... Já não estou aqui, o telefone chamará e será escutada uma voz estranha, incerta, insegura de ser ou não voz: uma palavra, um pedido, gemido, uns rumores, fonemas que se distanciam e nem mais se escutam. O que se procura? O corpo...? Como podem perguntar por isso, deviam perguntar por alma, espírito, ou como queiram, vida. O corpo nem sentiu quando se enroscou em braços, pernas arames farpados e tudo jorrou como fonte descontrolada. O corpo flutuou e se pôde ver de longe o envolvimento se dissolver em prazer esgotando de tanto (tanto quase) viver. A voz fúnebre reminiscenciará idéias de outra existência e mesmo assim explodirá em risos, congratulações esperançosas que ninguém se faz ouvir. No meio da voz os gritos não irão ouvir e tudo será em vão. Perguntas, desejos, pensamentos, tudo vão e ela não estará lá pra preencher, Pedirá silêncio mesmo não escutando a voz, o grito e se contorcerá reconhecendo que está a sós com o medo. |
Olhos inchados...
Olhos inchados... Em breve serei cega. Não verei meu céu no meu mar... Envelhecerei e notarei apenas ao tato a cor dos fios que caem em cachos e sentirei o odor da velhice escutando o escurecer de uma canção. Farei o mesmo com a visão: Inchar-me-ei meus olhos... começarei por não enxergar o que quero ver. |
Inconstâncias Contrastantes
Sentada escutava, via, beijava, sentia os pingos da chuva do mar . Alguém disse: o vento! Constante aparência. Tudo se movia, minhas células... minhas ...sentada movia... Movia e esperava que o mar não tocasse, mas chovia em conseqüência de choque, depois do branco, negro. Deslustra e não vem, se aproxima aos poucos, Se importa que eu esteja sentada e monótona. Chuva no mar. Avança e insiste. lentamente e gradualmente se aproxima com ameaças sutis. por que não desiste? O mar... se aproxima... |









