Do distante só ouvia os passos pois muros cobriam-lhe os sentidos.Na presença fez-se longínquo parecendo ausente e infinito a agarrar infinitos pensamentos que o levava a mais próxima fala, e os passos se iam na ausência....
Calma dor infiel! Clama no rolar terrestre com brilho solar que queima e logo se desfaz. Ilusões passageiras transmutantes por ainda ter penumbra.foi queimando os signos e desfazendo significados que nem existiam. e tudo ficou marcado no chão...
Marcado passageiro. passageiro em suas inconstâncias. Queimado, sufocado por calor estavam os símbolos.Virando pó se desfaziam. tentavam poupar os sons, mas tudo o que aparentava ser comunicável se desfazia em pó para ser inconstante em tempo, em lugar, em pessoas, em circunstâncias, para ser mutável, analógico.O que ser seria borboleta?
metamorfose, palavra transmutável que tira a imagem ao impor-nos a bagatela mudança porque a imagem que fica é a das asas sem bater? fotografada? mas sempre amarelas como se o povir o fosse de mesma cor, de mesma palavra, de mesmo calor, de mesma queimadura, de nada sentir.
folhas De árvores caídas e o pintor ofegando por não terminar a pintura: o sol refletindo nas palavras...o calor rachando-lhe os lábios para sentir dor, as roupas rasgadas no mesmo tecido da tela: papel, pedra, papiro, ardente...



