sexta-feira, abril 27, 2007

Do distante só ouvia os passos pois muros cobriam-lhe os sentidos.Na presença fez-se longínquo parecendo ausente e infinito a agarrar infinitos pensamentos que o levava a mais próxima fala, e os passos se iam na ausência.... Calma dor infiel! Clama no rolar terrestre com brilho solar que queima e logo se desfaz. Ilusões passageiras transmutantes por ainda ter penumbra.foi queimando os signos e desfazendo significados que nem existiam. e tudo ficou marcado no chão... Marcado passageiro. passageiro em suas inconstâncias. Queimado, sufocado por calor estavam os símbolos.Virando pó se desfaziam. tentavam poupar os sons, mas tudo o que aparentava ser comunicável se desfazia em pó para ser inconstante em tempo, em lugar, em pessoas, em circunstâncias, para ser mutável, analógico.O que ser seria borboleta? metamorfose, palavra transmutável que tira a imagem ao impor-nos a bagatela mudança porque a imagem que fica é a das asas sem bater? fotografada? mas sempre amarelas como se o povir o fosse de mesma cor, de mesma palavra, de mesmo calor, de mesma queimadura, de nada sentir. folhas De árvores caídas e o pintor ofegando por não terminar a pintura: o sol refletindo nas palavras...o calor rachando-lhe os lábios para sentir dor, as roupas rasgadas no mesmo tecido da tela: papel, pedra, papiro, ardente...

quinta-feira, abril 19, 2007

o "8" faz a ligação entre o que se percorre e o infinito...
temos muito espaço adjacentes.. e não importa se em frente,
subindo,
descendo...
temos um infinito bem de cada lado...
midy
os meus sapatos tb têm que descansar....
Parece que tem uma ave preta na tela inteira ...
parece que são aves comendo todo o azul o dourado e o verde...
no final de tanta comilança...
há aPenas vermelho no chão.
Parece uma mulher alada
vestida lindamente em vermeçho verde -longo...
com uma mochila caminhando na direção dourada e tendo a cabeça
no céu....
Ao pegar a folha lembramos de uma conversa que na verdade fora apenas diálogo de um lado só....
ah então o que é isso?
Eu olho a folha em branco e ela diz em letras tipo gráficas... : ESCREVA-ME!
Diálogo de um lado só... de um só lado da folha e eu ainda nem sei se ela estava inteira...
Queria bincar de escrever a imagem... descrever...
Eu tenho sempre esse olhar sonolento-melancólico como se apenas tivesse lido Cecìlia Meireles por toda vida...
peguei a folha e lembrei do quanto te olhei... quase todos os ângulos... e por baixo dos óculos...
Mas não me contentei em olhá-la e a arranquei e agora deixo cair toda sua essência
Jáz amarela entre folhas brancas do caderno a folha da canção num aperto bem apertado que é ter folhas e ser muito doida pra contar....segredos... lembranças... diálogos de um lado só...
do lado de dentro.
E se eu jogar a folha amassada e outra não, qual cai primeiro dentro de mim?